quinta-feira, 7 de maio de 2009

Acinetobacter volta atacar pacientes no HPS

Porto Alegre – O vereador Lucio Barcelos (PSOL), e o Sindisprev-rs, através do diretor Juvêncio Severo, foram convidados a participar de reunião com a responsável pelo setor de infecções do Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre (HPSPA), para tratar a respeito de denúncias feitas por médicos e servidores do local a cerca de contaminação de 11 pacientes, entre 28 existentes, na enfermaria de Neurologia do Hospital, pela bactéria Acinetobacter.A bactéria se desenvolve tanto na pele dos seres humanos quanto na superfície de móveis e objetos, especialmente em ambiente hospitalar. Ela é muito resistente a antibióticos, o que torna a cura demorada. Quando não tratado adequadamente pode provocar infecção generalizada e levar à morte.Segundo Barcelos, a informação do HPSPA durante a reunião é de que a bactéria está sob controle, mas com número de contaminados acima do normal. Segundo o responsável por infecções do HPSPA “O microrganismo é relativamente comum, especialmente em unidades de terapia intensiva, e não costuma levar à morte - apenas infecciona ferimentos”. Por outro lado, o vereador defende que o município adote um plano de ação global envolvendo todos os gestores públicos do SUS ante o impacto das contaminações para o atendimento da população. “Estamos diante de um problema que cria ainda mais dificuldades para o funcionamento da saúde pública (além da tradicional falta de leitos, de remédios etc.). ”Trata-se de germes (acinetobacter) que têm cada vez mais resistência, exigem tratamento forte e com antibiótico muito específico e nem sempre facilmente disponível e que encontram ambiente favorável para proliferar”. Também a escassez de leitos e a superlotação são apontadas como agravantes do problema, explicou Barcelos.O SINDISPREV-RS solicita à Prefeitura providências urgentes, já que no ano passado a bactéria levou ao fechamento da UTI, devido a morte de pacientes vítimas da infecção. Estamos de Olho!

HPS em alerta contra bactéria

Matéria Publicada na Zero Hora - 06/05/09

Um ano após mobilizar as autoridades de saúde pública da Capital, uma bactéria mostra que veio para ficar nas UTIs e enfermarias da cidade. Ontem, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) revelou que tem 17 pacientes infectados pela Acinetobacter sp. A instituição afirma que o problema está controlado e não foge da realidade de outros hospitais.Em março passado, a UTI de trauma do HPS – com 12 vagas – foi interditada após sete pacientes terem sido contaminados. Dois receberam tratamento e ganharam alta, e outro morreu. A Secretaria Municipal da Saúde garantiu que a causa da morte não foi a bactéria, mas as demais complicações. Ontem, o hospital falou sobre o assunto em reunião solicitada pelo médico e suplente de vereador pelo PSOL Lucio Barcelos.Quem o atendeu foi a médica infectologista Isabela Osório de Freitas. Ela afirmou que, dos 17 pacientes com a Acinetobacter sp, 11 estão na enfermaria do setor de neurologia. Esse grupo está isolado, sendo atendido por profissionais que evitam contato com os demais para não contaminá-los. Ela afirma que a situação exige cuidado, mas não é grave:– Não existe surto. A questão está sob controle, podemos dizer até que há tranquilidade. Claro, sempre há risco. Essa bactéria não será mais erradicada dos hospitais, ela sempre estará presente, deve ser é controlada.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Apropriação do Pontal do Estaleiro é irregular"

Lucio Barcelos encaminhou investigação ao Executivo Municipal
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Um “Pedido de Informações” sobre a transferência do Pontal do Estaleiro a iniciativa privada foi protocolado ontem (22 de abril), na Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo médico sanitarista Lucio Barcelos, primeiro suplente do Psol. Com o encaminhamento será esclarecido como se conferiu o repasse do terreno para empresa Estaleiro Só S.A.

Depois de participar dos questionamentos dos últimos meses - entre eles o risco de que o Pontal do Estaleiro seja fatiado por especuladores imobiliários sem intervenção da Prefeitura e tão pouco dos porto-alegrenses -, Barcelos revela a possibilidade de que o terreno nunca tenha deixado de ser propriedade pública.

O Executivo receberá o “Pedido de Informações” para que encontre em seus arquivos o título de transferência da área pública para privada. “Esta transação está obscura, pois não é mostrada nenhuma documentação oficial que comprove a apropriação privada pelo Estaleiro Só. O que existe são hipóteses de que a área tenha recebido repasse de doação ou de recessão, com regulação municipal”, aponta Barcelos.

Segundo ele, os únicos registros legais acessíveis a respeito do terreno sequer apresentam a suposta alteração, sugerindo que o Pontal do Estaleiro ainda permaneça sob propriedade do município. “Com esta verificação é possível conhecer que tipo de legislação determinou a transferência da posse”, explica o vereador.
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Em defesa do interesse público
A iniciativa de Barcelos tem objetivo de reintegrar a Ponta do Melo ao poder municipal e à população, propondo nulidade da venda do terreno, caso seja confirmada a irregularidade.

Ou, na hipótese de comprovação da transferência definitiva para o Estaleiro Só, será buscada por meios legais e por mobilização popular a desapropriação, em defesa da preservação do interesse público.

Comprovada sua avaliação, o vereador poderá protocolar um Projeto de Lei que retome o Pontal do Estaleiro à condição de propriedade pública. Do contrário, ele pretende levar a questão ao Ministério Público.

“Lutaremos pela manutenção daquela área como bem público. Ou pela retomada ou pela desapropriação. Não aceitamos a iniciativa privada tomar de assalto o local por míseros R$7,2 milhões. Valor que, com esta polêmica, já subiu para R$200 milhões”, conclui Barcelos.

Em 30 dias, a Prefeitura deve apresentar as documentações que, disse o primeiro suplente do Psol, foram arquivadas sem qualquer numeração, após serem retiradas da Secretaria da Fazenda, o que dificultará o processo de busca.